por Fernanda Costa

Fechando o mês de julho, a programação musical e cultural do fim de semana em Fortaleza, é garantia de diversão com qualidade.

Agende-se:

30/07 – Variant (PE) no Acervo Imaginário (projeto que reúne músicos das bandas Mundo Livre S/A, Zé Calofinho e Orquestra Contemporânea de Olinda

31/07 – Móveis Coloniais de Acaju e Monophone no Órbita

Agenda da Móveis Coloniais de Acaju

Monophone

01/07 – Fliperama #5 no Acervo Imaginário

Fliperama

01/07 – Lançamento do Uhuuu! – Novo disco do Cidadão Instigado no Teatro Boca Rica (Dragão do Mar)

Cidadão Instigado

01/07 – Panic Attack no Cine Betão -
Na pista 1: ARLEQUIM (afro / house / funk 70´s) – FIL (classics / electrorock) – JULIE (indie / classics / pop) – SICKBOY (house / classics).

Na pista 2: FERNANDO CATATAU (música romântica) – GÊ & THIAGO (rockabilly) – Malloy (funk 70´s) – NEY FILHO (pop / rock / classics) – RICARDÃO (reggae).

DRESS CODE BLACK OR WHITE…

Pra quem quer diversão de verdade, fica a dica.

por Fernanda Costa

O vírus A (H1N1) continua fazendo vítimas ao redor do mundo. Cerca de 800 pessoas já morreram. Sua rápida propagação geográfica é a causa do avanço da chamada Gripe Suína.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o vírus ainda não sofreu nenhuma mutação e o aumento de casos no hemisfério sul, se deve ao fato de o vírus circular melhor em baixas temperaturas.
A maioria dos casos é registrada em jovens e adolescentes, ainda não se sabe ao certo o motivo. A recomendação da OMS é de que os países se concentrem na contenção da pandemia e no tratamento dos doentes com sintomas graves.
No Brasil, segundo o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na noite da quinta-feira(23), subiu para 34 o número de mortos pela nova gripe. Um possível adiamento do retorno às aulas nas redes pública e particular, será discutido entre os governos dos Estados e o Ministério da Saúde, como alternativa para reduzir o contágio da gripe, que já ocorre de forma sustentada (quando o vírus circula no país e é transmitido por pessoas que não foram ao exterior nem tiveram contato com viajantes).
A recomendação é de que locais fechados sejam evitados, principalmente por mulheres grávidas.
“Eu diria que é uma recomendação inclusive para as mulheres grávidas evitarem ficar muito tempo em ambientes totalmente fechados. Porque esses ambientes podem permitir a circulação do vírus e aumentar a probabilidade de contaminação”. Afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Veja quais são os sintomas da gripe suína

Fontes: Uol Notícias e Folha Online

A equipe Lab Multimídia montou seus equipamentos em frente a esse prédio na Rua São Mateus, em Juiz de Fora – MG e fez mais uma instalação que – no Brasil – ainda não teve igual.

A programação foi toda elaborada por Vj Lab, num software personalizado para esse tipo de vídeo mapeamento. O programa permite mapear, por exemplo, as janelas – para que não entre projeção. As artes são controladas por um joystick de playstation e com o teclado do computador, ao vivo.
Postado por, Maximiliano Leguiza


Confira no http://labideias.wordpress.com/

Obama é a pessoa mais interessante que vi na vida, diz Gay Talese.
Ícone do jornalismo mundial participa da Flip neste sábado (4).
Autor de ‘A mulher do próximo’ diz que ‘sexo é superestimado’

O jornalista norte-americano Gay Talese, do alto de seus 77 anos, já se debruçou com sucesso sobre a difícil tarefa de contar a trajetória do “New York Times”, conseguiu transformar um simples resfriado de Frank Sinatra no perfil mais conhecido e clássico do cantor e é considerado, apesar de suas resistências, um dos pais do “new journalism”, gênero surgido nos anos 60 em que a reportagem mais se aproximou da literatura. Mas Talese segue curioso pelo que o mundo descortina a cada dia e disposto a viajar até o Brasil só para falar de suas experiências.

Ele é uma das atrações da Festa Literária Internacional de Paraty, onde conversa com o jornalista Mario Sergio Conti no próximo sábado (4). O autor de “O reino e o poder”, sobre a história do “NYT”, e “A mulher do próximo”, em que narra o desenvolvimento dos hábitos sexuais dos americanos, conversou com o G1 na cidade fluminense, na sua segunda vinda ao Brasil.

De terno e gravata, combinados a um estiloso chapéu Panamá, Talese falou por uma hora a respeito do estado do jornalismo hoje em dia, sua admiração pela trajetória de Barack Obama e que nunca se incomodou com as piadas sobre seu nome.

G1 – Nos últimos meses as empresas de mídia nos Estados Unidos têm apresentado problemas financeiros, e muitos jornais têm fechado suas portas ou diminuído sua estrutura. É uma época difícil para o jornalismo?

Gay Talese – Não é difícil para aqueles que têm uma abordagem, um jeito de trabalhar que é diferenciado. O desafio é ser distinto do fluxo de informações que existe hoje em dia. Neste momento nós não sabemos quem é o jornalista, porque a tecnologia nivelou essa condição. Veja, uma pessoa que tem uma câmera fotográfica pode fazer bem um trabalho de jornalismo testemunhal, algo que aconteceu de forma preponderante no 11 de Setembro. Hoje em dia uma pessoa que tem um blog pode ser vista como um jornalista.

Um diploma não torna você um jornalista. Fiquei sabendo da decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro e é uma decisão provavelmente certa. O que faz alguém um jornalista e, mais do que isso, um profissional necessário, é ter posse de informações que vão influenciar as escolhas dos cidadãos de um país. E isso é conseguido através de informação precisa, que ouça todos os lados e seja objetiva. Quando se vai além da informação óbvia. Algo que dê profundidade, que dê perspectiva. Se o jornalismo deixa de lado a tarefa de fazer um trabalho realmente notável então ele se torna dispensável. Neste momento, o jornalismo precisa definir o que fará para se diferenciar de qualquer um que tenha tecnologia à disposição.

G1 – Após cinco meses de Barack Obama como presidente, o sr. acha que a imprensa norte-americana vem cumprindo bem o papel de uma análise firme de seu desempenho?

Talese – Não. Existe uma atmosfera que se cristalizou depois do 11 de Setembro. Não há mais excelentes repórteres, heróis como existiam nos anos 60. Pessoas que faziam, por exemplo, a cobertura da Guerra do Vietnã, e que colocavam em dúvida o que o governo dizia. Em 2002, 2003, já não havia mais ninguém assim. Ao cobrir o Afeganistão, o Iraque, os jornalistas não podiam mais ver por si só, eles só reproduziam o que lhes era dito pelos militares. Além disso, o governo podia controlar a televisão, a mídia de imagens, a um grau em que se alguém dizia algo que não era favorável aos interesses governamentais, isso era chamado de não-patriótico. Era quase como se você considerado um espião. Isso tirava sua liberdade e suas armas que são inquirir e insistir em algo que parece estar errado, em tentar buscar a verdade, para informar o público americano e o mundo se o governo está querendo esconder alguma coisa.

G1 – O sr. é bastante conhecido pelos perfis de pessoas famosas e notáveis. À parte o fato de Obama ser presidente dos Estados Unidos, ele é um personagem por si só interessante? Ele seria o tipo que o sr. se sentiria atraído para escrever um perfil?

Talese – Ah, ele é provavelmente o personagem mais interessante que eu já vi na minha vida. Digo isso como uma pessoa que vive há 77 anos nos Estados Unidos. Ele é o homem mais interessante de todos porque sua vida é tão improvável, sua história e trajetória são tão inacreditáveis. Desafia a imaginação um homem como esse possa ter se tornado presidente dos Estados Unidos da América. Uma mãe que passa por problemas em seus relacionamentos e está mais preocupada em sua carreira de antropóloga, uma avó branca que cria o neto negro com todo o carinho em um tempo em que isso não era a regra, um pai que ele mal conheceu, e daí ele consegue entrar na melhor faculdade dos EUA e se formar em direito. Depois passa por uma jornada de reaproximação com suas raízes negras, já que ele foi criado em uma família branca, e se casa com uma mulher negra. E o que temos é uma pessoa com essa história e que tomou decisões que possibilitaram que ele atingisse o maior posto nos Estados Unidos. É o sonho americano realizado por uma pessoa que parecia que não teria chance alguma.

G1 – O sr. investigou em “A mulher do próximo” o desenvolvimento histórico dos hábitos sexuais do americanos. Acha que muito mudou desde que o sr. publicou o livro, em 1980?

Talese – Acho que muita coisa não mudou. Nós falamos sobre as mentiras contadas pelos governos. No mundo sexual, as pessoas dizem que tem um conjunto de ideais, mas que fazem outra coisa na prática. Existem conservadores, gente que se diz inspirada pela Bíblia, mas que age como o Diabo na vida privada. Há políticos que protagonizaram escândalos de infidelidade recentemente nos EUA. Isso sempre aconteceu desde sempre, desde a época de John Kennedy.

Já a vida das pessoas comuns é cheia de leis, como a infidelidade sexual, que é considerada uma lei. Acho às vezes que há ênfase demais na sexualidade, que pode ser uma experiência sem maiores conseqüências. Pode ser uma transa de uma noite só em uma cidade do interior. Duas pessoas se conhecem em um avião, passam a noite junto e no dia seguinte cada um segue para o seu lado. Se algo do tipo é descoberto, isso é um evento insignificante, porque não significa nada. Exceto por uma chateação que vai terminar alguns dias depois. Se um casamento de alguma solidez é destruído por uma interação do tipo, então esse casamento não tinha uma base firme para existir. Não que a infidelidade sexual deva ser celebrada.

O fato é que eu não acho que sexo seja assim tão importante. Não acho que um matrimônio seja constituído necessariamente de uma compatibilidade sexual. Um casamento existe porque as duas pessoas têm um respeito enorme um pelo outro. A palavra-chave é respeito para algum relacionamento dar certo, para sobreviver. Sexo não determina a longevidade de um casamento. É o que acontece no café-da-manhã, no dia seguinte. Sexo é superestimado, você pode escrever que eu disse isso!

G1 – O fato de o sr. se chamar Gay já deve ter sido motivo de brincadeiras. Incomodaram o sr.?

Talese – Não… eu nasci décadas antes revolução sexual e do termo “gay” entrar em voga. Nunca tive problemas com isso, mas sempre há alguma estranheza quando vou fazer meu check-in em um hotel.

Fonte: Globo.com G1

Com a Guerra às Drogas em curso e sangrenta, a Câmara e o Senado do México aprovaram a legalização da posse, para consumo próprio, de pequenas quantidades de cocaína, maconha, heroína, anfetaminas e metanfetaminas.

A nova lei seguiu ontem para sanção do presidente Felipe Calderón. Este, no seu primeiro ato de governo, iniciou, com ajuda do então presidente George W. Bush, a War on Drugs, contra os potentes cartéis mexicanos. Executou e fracassou com o Plan Mérida, uma versão mexicana do Plan Colombia.

Como já escrevemos neste espaço, a repressão militarizada de Calderón resultou em mais mortes de civis — sem ligações com a criminalidade organizada — do que de membros dos cartéis mexicanos de drogas. Calderón envolveu e desmoralizou o Exército do país, que não contava com preparo para enfrentar potentes cartéis: Tijuana, Golfo, Sinaloa etc. Por outro lado, Calderón descobriu que a polícia mexicana havia sido cooptada pelos cartéis.

Em 2006, e ao decretar guerra aos narcotraficantes, Calderón ganhou aprovação popular. Com isso, abafou o forte rumor de suspeita de fraude nas apurações que lhe deram a vitória nas eleições. Até enquanto esteve o aliado W. Bush na Presidência dos EUA, o mexicano Calderón sempre foi contrário à descriminalização das drogas.

Com pesquisas a mostrar que a popularidade do presidente está em baixa e os cidadãos mexicanos cientes de que a Guerra às Drogas foi um fracasso, Calderón começou a mudar o discurso. E os mexicanos têm certeza de que vai sancionar a lei descriminalizante, nas próximas horas. Pelo que se comenta, Calderón perdeu a Guerra às Drogas e só fez “trapalhadas” com a gripe suína, que se difundiu a partir do México.

Com efeito, pela lei em face de sanção, aquele que for apanhado com pequena quantidade de droga para uso pessoal não estará a cometer crime.

Para os adeptos das políticas conservadoras, de matriz americana, a nova legislação transmitirá uma mensagem errada, de o consumo não ser prejudicial.

PANO RÁPIDO. Caso sancionada a lei, o México, ao contrário do Brasil, vai se alinhar com países progressistas. Para estes — e com todo o acerto —, o consumo de drogras é uma questão sociossanitária, e não criminal.

Sobre o tema, Calderón surpreendeu ao afirmar ser necessário distinguir entre pequeno consumidor e grande traficante. Essa sua colocação está sendo vista como indicativo de que sancionará a nova lei. Antes, usava o conhecido discurso de Bush, um verdadeiro truísmo, de que se não houvesse consumo não existiria o problema das drogas.

No Brasil e no governo Lula, deu-se tímido passo. Ou seja, a posse de droga para uso próprio continua a ser considerada conduta criminosa. Houve, apenas, despenalização. Ou seja, o usuário não mais vai para a cadeia: a pena pelo crime é alternativa ao encarceramento.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–

Por: Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro

A Proposta de Emenda Constitucional que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) irá apresentar na próxima quarta-feira (01/07) altera o artigo 220 da Constituição, que trata da livre manifestação do pensamento e da informação jornalística. Caso o texto seja aprovado, será acrescentado o artigo 220-A, que trata da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

“O exercício da profissão de jornalista é privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei”, diz o texto.

A proposta, que já está sendo chamada de PEC dos jornalistas, abre duas exceções para a atividade jornalística sem a graduação na área. O colaborador, que, “sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural”; e o jornalista provisionado, que já possui registro profissional regular.

Na justificação, Valadares afirma que a “principal atividade desenvolvida por um jornalista, no sentido estrito do termo, é a apuração criteriosa de fatos, que são então transmitidos à população segundo critérios éticos e técnicas específicas que prezam a imparcialidade e o direito à informação. Isso, sim, exige formação, exige estudo, exige profissionalismo”.

Em entrevista ao Comunique-se na última quarta-feira (26/06), Valadares informou que havia coletado 30 assinaturas para a apresentação da proposta, três a mais que o mínimo necessário. “Eu estou coletando as assinaturas pessoalmente”, afirmou.

Ontem, a assessoria do senador informou que o número de assinaturas chega a 50, “mas ele quer obter um respaldo ainda maior e continuará coletando até o dia da apresentação”.

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº      , DE 2009

Acrescenta o art. 220-A à Constituição Federal, para
dispor sobre a exigência do diploma de curso
superior de comunicação social, habilitação
jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Art. 1º A Constituição Federal, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 220-A:

Art. 220-A O exercício da profissão de jornalista é privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei.

Parágrafo único. A exigência do diploma a que se refere o caput é facultativa:

I – ao colaborador, assim entendido aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com a sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor;

II – aos jornalistas provisionados que já tenham obtido registro profissional regular perante o Ministério do Trabalho e Emprego.

Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.

Fonte: Comunique-se

Por: Ricado Noblat (Blog do Noblat)

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 O que dirá o senador José Sarney (PMDB-AP) quando lhe perguntarem a respeito do neto que há dois anos negocia dentro do Senado empréstimos consignados para servidores, segundo reportagem publicada, hoje, pelo jornal O Estado de S. Paulo? Dirá que desconhecia o fato? O neto é filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Presidente do Senado pela terceira vez, senador há 19 anos, seguramente o mais prestigiado dos 81 senadores, responsável pela nomeação de um diretor-geral que permaneceu no cargo durante 14 anos, acolitado por mais de 100 auxiliares, é razoável imaginar que Sarney nunca ouviu falar das ações do neto banqueiro? Quem acredita? Seria a mentira do ano. Se ouviu e as considerou legítimas é porque perdeu o juízo por completo. Há um claro conflito de interesses entre um senador no exercício de suas funções e um neto a realizar transações financeiras em um espaço sujeito à forte influência do avô. A mais rala noção de ética impediria que uma situação desse tipo tivesse se estabelecido. Sarney valeu-se do “eu não sabia” para contornar a descoberta de que recebia há mais de um ano auxílio-moradia de R$ 3.800,00 mensais, embora tenha casa própria em Brasília, além da residência oficial de presidente do Senado. Novamente apelou para a mesma desculpa ao ser confrontado com a informação de que outro neto dele, filho do seu filho mais velho Fernando, havia sido funcionário do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). “Eu não pedi e não sabia”, jurou Sarney. Disse ainda que nada pedira e que nada sabia a respeito das nomeações de uma prima e de uma sobrinha de Jorge Murad, seu genro. Uma delas morava em Barcelona e era lotada no gabinete do líder do PTB no Senado. Preferiu nada comentar sobre a nomeação em 2005 de seu irmão Ivan para a 2ª Secretaria do Senado. Dali, mais tarde, Ivan foi exonerado mediante ato secreto. Admitiu ter pedido ao colega Delcídio Amaral (PT-MS) que empregasse uma sobrinha que se mudara para Campo Grande. Uma vez que o nome da sobrinha foi citado pela imprensa, pediu a Delcídío que a devolvesse. Sarney saiu em defesa da filha Roseana quando este blog publicou em primeira mão que Amauri Machado, conhecido como “Secreta”, ganhava salário de motorista do Senado para trabalhar como serviçal na casa da atual governadora do Maranhão. “Ele é chofer do Senado há 25 anos”, contou. “E Roseana nem mora mais em Brasília”. “Secreta” foi um chofer pago pelo Senado para trabalhar, primeiro, na casa de Sarney, e, depois, na casa de Roseana. Até há pouco, Roseana morava em Brasília. Por último, Sarney negou a existência de atos secretos produzidos pela direção do Senado. Ao saber que eles existiam, sim, apressou-se em garantir: – Mas é tudo relativo ao passado, nada relacionado ao nosso período. Nós não temos nada a ver com isso. Eu não vou dizer que ocorreu na presidência tal e tal, até porque alguns colegas nossos estão mortos. Restou provado que algumas dezenas de atos secretos foram assinado por Sarney quando assumiu pela segunda vez a presidência do Senado. Portanto, aqui, há como se afirmar que ele mentiu para seus pares e para o distinto público. Numa linguagem tortuosa, que não faz jus a um escritor de tantos livros e membro da Academia Brasileira de Letras, Sarney observou outro dia: – Nossos valores [do Congresso] não podem ser julgados pela imperfeição do exercício, dos valores morais e dos valores do parlamento que são feitos muitas vezes por maus parlamentares a quem devemos combater. Em defesa da própria reputação e, é claro, do cargo que ocupa, Sarney trovejou na tribuna do Senado: – A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa. Se ainda está valendo o que ele disse sobre a preservação do Senado como instituição; se de fato ninguém mais do que ele tem interesse em preservá-la; se não quer passar pelo pesadelo que atormentou Renan Calheiros (PMDB-AL), obrigado a se licenciar do cargo e, mais tarde, a abdicar dele; Sarney deveria renunciar de imediato ao cargo de presidente. A crise é do Senado, mas também é dele. Uma presidência em crise não tem condições de administrar uma instituição em crise. Não é mais caso de licença do cargo, mas de renúncia, como decretou, anteontem, o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

drogasEncurralada pelo avanço dos órgãos de repressão em todo o planeta, a bilionária indústria das drogas passa por um processo de decadência em escala global. O uso de cocaína, maconha e opiáceos – ópio, morfina e heroína –, embora ainda predominante, vem perdendo usuários nos principais mercados do mundo.

 

Relatório divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), na sigla em inglês, mostra que, em termos de consumo, os maiores mercados de cocaína do globo (América do Norte e parte da Europa Ocidental), de maconha (América do Norte, Oceania e Europa Ocidental), e de opiáceos (Sudeste da Ásia e Europa Ocidental) estão estáveis ou em declínio.

 

A principal consequência dessa retração de mercados é a explosão da violência em países como o México, onde narcotraficantes disputam, palmo a palmo, o território. O que aumenta, segundo o estudo, a necessidade de os governos repensarem suas políticas públicas fortalecendo o enfrentamento ao crime, sem diminuir o combate às drogas. 

 saiba mais

  • Consumo de drogas aumenta no Brasil
  • No caminho do tráfico, Brasil sofre com aumento de consumo de cocaína
  • ONU: Brasil só perde para EUA no consumo de drogas

  • “As estatísticas sobre drogas continuam falando em alto e bom som. O crescimento desenfreado observado no passado perdeu força e a crise dos anos 90 parece estar sob controle”, registra o diretor-executivo do UNODC, Antonio Maria Costa.

     

    O documento, no entanto, identifica um crescimento no uso de uma série de compostos sintéticos – anfetaminas, metanfetaminas e ecstasy – em todas as regiões do mundo, sobretudo nos países em desenvolvimento.

    Materializado em 314 páginas, o Relatório Mundial sobre Drogas 2009 é estruturado a partir de questionários preenchidos pelos países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008. O documento foi lançado simultaneamente em diversas cidades do mundo nesta quarta-feira, véspera do Dia Internacional contra o Tráfico e o Abuso de Drogas, celebrado em 26 de junho. 

    Cocaína

    Produtora de metade da cocaína do planeta – um mercado que movimenta US$ 50 bilhões anuais –, a Colômbia teve, em 2008, uma redução de 18% no cultivo e uma queda de 28% na produção da droga, em comparação com 2007.

    Apesar de pequenos aumentos observados na Bolívia (6%) e no Peru (4%), a área total de cultivo de coca diminuiu 8% em 2008, graças a uma redução considerável na Colômbia. A área total de cultivo de coca caiu para 167 hectares, muito inferior aos níveis atingidos na década de 1990. A produção da droga em 2008 foi de 845 toneladas, a menor dos últimos cinco anos e 15% inferior ao registrado em 2007.

    Com cerca de 890 mil usuários de cocaína, o Brasil é o 10º país do mundo em apreensões da droga. 

    Usuários

    O UNODC estima entre 170 e 250 milhões a população global de usuários de drogas em 2007. Esse grande número, no entanto, inclui consumidores casuais que podem ter experimentado a droga apenas uma vez durante todo o ano. Estimativas do UNODC apontam para a existência de algo entre 18 e 38 milhões de usuários problemáticos entre 15 e 64 anos em 2007.

    Estima-se que o número de usuários de opiáceos, em 2007, varie entre 15 e 20 milhões de pessoas. Já o volume de consumidores de cocaína ficou entre 16 e 21 milhões nesse mesmo período. O número global de pessoas que usaram maconha ao menos uma vez em 2007 variou entre 143 e 190 milhões em 2007. O UNODC contabiliza entre 16 e 51 milhões as pessoas entre 15 e 64 anos que usaram anfetaminas. E entre 12 e 23 milhões as que usaram ecstasy ao redor do mundo.

     Dados de 2005 revelam que o número total de usuários de drogas tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), excluindo relacionados a álcool e nicotina, bateu na casa dos 850 mil.

    Maconha, heroína e ópio

    A maconha continua sendo a droga mais cultivada e consumida em todo o globo. Estimar a área global de cultivo, segundo o UNODC, “é consideravelmente mais complicado”, já que a droga é produzida em quase todos os países e pode ser cultivada em locais fechados e abertos. A área estimada para a produção ao ar livre de maconha em 2008 varia de 200 mil a 642 mil hectares. Estima-se que a produção total de maconha varie entre 13,3 mil toneladas e 66,1 mil toneladas, e a de haxixe, entre 2,2 mil toneladas e 9,9 mil toneladas. 

    Dados de 2006 mostram os mais altos índices de uso de maconha entre os estudantes na América do Sul no Chile (12,7%), seguido por Uruguai (8,5%), Colômbia (7,1%), Argentina (6,7%) e o Brasil (5,1%).

     O cultivo de ópio no Afeganistão, responsável por 93% da produção mundial, diminuiu 19% em 2008. Em 2007, as apreensões de ópio e de heroína cresceram 33% e 14%, respectivamente.

    Anfetaminas

     Assim como a maconha, estimulantes de tipo anfetamina podem ser produzidos em qualquer lugar e por um preço relativamente baixo. Fábricas foram descobertas em 60 países, desde 1990. Em 2007, o UNODC calcula que entre 231 e 667 toneladas foram fabricadas, e estima uma produção entre 72 e 136 toneladas de ecstasy. Nesse mesmo período, as apreensões globais cresceram, totalizando 52 toneladas.

     Originário principalmente de canais lícitos, o mercado de anfetaminas no Brasil apresenta as maiores taxas anuais de prevalência do continente. Segundo o relatório, em 2007, Argentina e Brasil tiveram, respectivamente, o segundo e o terceiro maiores índices estimados de uso de estimulantes no mundo. “Entre 2001 e 2005, o uso de substâncias do grupo anfetamina na população geral das áreas urbanas brasileiras mais que dobrou, passando de 1,5% para 3,2%, principalmente por conta do alto uso entre alunos secundaristas (3,4%)”, constata o estudo.

    Drogas injetáveis

    As drogas injetáveis foram documentadas em 148 países, compreendendo 95% da população mundial. Estima-se que entre 11 e 21 milhões de pessoas ao redor do globo usam drogas injetáveis. As maiores populações de usuários estão na China, nos EUA, na Rússia e no Brasil, que somam 45% do total de consumidores dessas substâncias no mundo.

    A injeção de droga é responsável pelo aumento das infecções por HIV. Segundo o relatório, o contágio entre usuários de drogas injetáveis já foi constatado em 120 países. Estima-se que entre 0,8 e 6,6 milhões de usuários estejam infectados pelo vírus da Aids em todo o mundo.

     Em 2008, 48% dos usuários de drogas injetáveis no Brasil estavam infectados com o vírus HIV. O País é o terceiro colocado na relação de países com usuários de drogas injetáveis infectados pela Aids. O primeiro é a Estônia (72,1%) e, em segundo, está a Argentina (49,7%).

    Ecstasy

    Na América Latina, o estudo constata um crescimento preocupante no consumo de ecstasy, principalmente entre jovens das áreas urbanas. Dados do Brasil mostram um aumento no número de apreensões de comprimidos, com mais de 210 mil apreendidos em 2007. “O aumento nas apreensões pode estar relacionado à produção doméstica de ecstasy, considerando que o primeiro laboratório clandestino foi descoberto no país em 2008”, registra o relatório.

    Em 2008, a Polícia Federal desmantelou, no Paraná, o primeiro laboratório clandestino de ecstasy do país. Entretanto, vem da Europa a maior parte do ecstasy consumido no Brasil.

    Legalização das drogas

    O relatório da UNODC também aborda temas polêmicos como o debate sobre a liberação das drogas. O diretor-executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, argumenta que, à medida que as administrações nacionais buscam novas fontes de receita durante a crise econômica atual, a legalização é defendida mediante a cobrança de pesados impostos sobre os usuários. “Esse argumento legalize e taxe é antiético e antieconômico. Ele propõe uma taxa perversa, de geração sobre geração, em cima de grupos marginalizados (entregues ao vício), a fim de estimular a recuperação econômica”, registra Costa.

    Nesta terça – feira 23/06, ocorreu o Coquetel de Lançamento do Blog Olhares Virtuais, produzido pelos alunos de Jornalismo da Faculdade Integrada do Ceará,  além da presença dos alunos da Disciplina Comunicação e Tecnologia, tivemos também a presença de alguns professores: Eugênio, Alejandro e Reginaldo professor e coordenador do Curso de Publicidade e Propaganda.

    1-  Professor Eugênio apresentando a página inicial do blog.Fic 001

    2- Uma parte da turma de Jornalismo da FIC. 

    Fic 004

    Saindo da Capital, a qualidade da água do mar é outra nas praias cearenses. Dos 21 pontos monitorados fora de Fortaleza e Região Metropolitana, 85% estão próprios para banho. Um índice muito superior aos 24% da Capital e aos 38%, somando Capital e Área Metropolitana. Considerando todos os pontos monitorados no Ceará (65), o percentual de praias boas cai para 46%, colocando o Estado atrás de Pernambuco, que tem 63% dos pontos monitorados próprios para banho. A melhor performance, mais uma vez, é da Paraíba. Lá, 88% de suas praias são próprias para banho.

    Na Área Metropolitana de Fortaleza, há três locais com problemas, todos no Litoral Oeste. Cumbuco, na altura da barraca Lisboa; Tabuba, na rua da padaria Fortpão; e Taíba, no bar Encontro dos Amigos. A Prefeitura de Caucaia coloca na sua conta os três pontos reprovados no teste da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), apesar da Taíba pertencer oficialmente ao município de São Gonçalo. “É limite com Caucaia. Como é muito relativo, varia de acordo com a direção que a maré toma, temos que nos preocupar com os três”, afirma o assessor especial do Instituto do Meio Ambiente (Imac), Raimundo Macedo. De acordo com ele, o boletim mensal da Semace é acompanhado pela gestão. A Prefeitura de Caucaia tem a informação das praias impróprias para banho, mas ainda não investigou as possíveis causas do problema. “Amanhã mesmo estamos mandando uma equipe nos três locais”, diz Raimundo. De acordo com o assessor, um laboratório biológico de análise será montado em julho e os locais monitorados passarão a ter uma placa indicativa da balneabilidade. “Isso já estava na nossa pauta porque vai ter início a temporada de férias”, diz Raimundo.

     No Litoral Leste da Região Metropolitana, as praias de Aquiraz estão todas próprias para banho. Tomando mais distância de Fortaleza, a situação melhora, indício de que a culpa da sujeira não é só da chuva. Dos 21 pontos, três aparecem impróprios. Entre eles, uma faixa de praia na Prainha do Canto Verde, em Beberibe. O local, transformado em área extrativista no último dia 5, é conhecido pela preservação da natureza. O secretário de planejamento do município, Carlos Alberto Nogueira, soube que a praia está imprópria para banho pelo O POVO. “Acho estranho porque temos contato direto com a Semace e não tinha essa informação”, diz. De acordo com o núcleo de monitoramento do órgão estadual, córregos e riachos transbordaram com a chuva o que alterou a balneabilidade da praia. No Fortim, a faixa de praia no Pontal de Maceió em frente à barraca Tropical está imprópria para banho. Em Camocim, a praia da Colônia de Pescadores aparece imprópria.

     A Semace atualiza mensalmente o monitoramento do litoral cearense. O próximo boletim deve ser divulgado nessa semana. >> 

     LEMBRE-SE > Banho de mar em praias poluídas são um risco para a saúde. As bactérias presentes na água podem ser ingeridas e causam gastroenterites. A água contaminada também transmite hepatite infecciosa, doenças respiratórias, verminoses, parasitoses e doenças de pele.

    Fonte: O Povo

     

    Postado por: Equipe de produção

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