Arte Eletrônica e Cibercultura

Equipe: Regiane Cruz, Ianna Aguiar, Mariana Martins, Luiza Marilac, Rogério Nogueira e Rachel Paula
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A arte exprime sempre o imaginário de sua época. A modernidade configura-se a partir da autonomia de diversos campos do saber como a ciência, a arte, a moral . A arte moderna investe na racionalização do mundo e tenta se distanciar do ecletismo do século XIX , rompendo definitivamente com a tradição clássica. Ela se apresenta de forma revolucionária, preparando a construção do futuro, superando o passado. O passado é evocado pela arte moderna como uma parodia. Nesse sentido, a arte moderna é utópica, futurista e funcional, onde as formas estéticas devem servir à função (Bauhaus, International Style). A arte deve juntar-se a indústria, servindo como modelo de um projeto progressista da organização social. Os valores artísticos da modernidade sintetizam os valores econômicos, tecnológicos e epistemológicos do maquinismo da modernidade (Subirats).

A arte pós-moderna vai se diferenciar dos movimentos do alto modernismo, por preferir formas lúdicas, disjuntivas, ecléticas e fragmentadas. A arte vai servir aí como parâmetro, exprimindo o imaginário da pós-modernidade, não se estruturando mais na parodia (o escárnio do passado), mas no pastiche (a apropriação do passado). A única possibilidade, já que tudo já foi feito, é combinar, mesclar, re-apropriar. Como veremos adiante, o digital vai trazer possibilisgt-lago-caricatura_menordades novas e radicais para essa mistura e re-apropriação de estilos.

A ciber-arte aproveita o potencial das novas tecnologias para explorar, virtualizando, os processos de hibridação da cibercultura contemporânea: espaço/ciberespaço, tempo/tempo-real e corpo/prótese. Ela parece desestabilizar a cultura do espetáculo: o que fazer com os museus e galerias?, E as editoras de livros e discos? E o show-bizz ?

(…)

Nos parece ser uma tendência inevitável, que a cultura analógica seja paulatinamente substituída (a TV, o radio, o jornal, as revistas, os livros, etc.) pelos cultura digitais. Mesmo que no futuro todos os media sejam digitais, os media clássicos e a arte “analógica” não vão desaparecer, mas passar por transformações profundas. É todo o processo criativo e artístico que está em vias de transformação nesse final de século. A arte se desloca de uma “mímese da natureza”, de uma re-presentação do mundo, do objeto “natural” original, para uma arte cujo objeto desaparece tornando-se modelo, permitindo a “simulação” da natureza.

A ciber-arte tem no processo de virtualização, digitalização e desmaterialização do mundo a sua força e particularidade.

Ela é interativa e atua dentro dos espaços híbridos da cultura contemporânea (o espaço, o tempo e o corpo). Por ser imaterial, a arte eletrônica não se consome comAdnael_-_Charges_e_Caricaturas o uso e pode circular ao infinito, escapando da lei entrópica da sociedade de consumo. É nessa circulação frívola de bits que está o coração da arte eletrônica da cibercultura. Mais sensual e intuitiva do que racional e dedutiva, a ciber-arte tenta produzir novos espaços de experiências estéticas e interativas, sob a energia do digital.

André L.M. Lemos é doutor em sociologia pela Sorbonne, professor e pesquisador do Programa de Pòs-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação (FACOM), UFBA/CNPq. E-mail: alemos@ufba.brCharges+Publicadas+na+Tribuna+da+Imprensa++(Daniel+Dantas+e+Gilmar+Mendes)+-+09-07-2008-772527

ciberculturaCIBERCULTURA: TECNOLOGIA E VIDA SOCIAL NA CULTURA CONTEMPORÂNEA – O livro “Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea” de André Lemos, é prefaciado por Pierre Lévy e aborda questões como técnica e tecnologia, o fenômeno tecnológico através da história, a vida social contemporânea e a condição pós-moderna e cibercultura, o nascimento da cibercultura e a microinformática, as estreyturas antropológicas do ciberespaço, realidade virtual, corpo e tecnologia, cyberpunk: atitude no coração da cibercultura, a rua e a tecnologia, os cyberpunks reais, o espírito da cubercultura: entre apropriação, desvio e despesa improdutiva e o imaginário entre neoluddismo, tecnoutopia, tecnorealismo e tecnosurrealismo.

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Cibercultura

     Provem da licenciatura em Belas-Artes/ Pintura e é coloquial no espaço imagina-técnica que caracteriza a Cibercultura como interpretação máquina/ homem, e homem/ máquina. Esse artificial pensamento está insolúvel nos tempos atuais, que nos remetes a procriação de construir modelos de pensamentos artificiais (cibernética e inteligência artificial).

     No entanto, são muitos os adeptos dessa nova onda que é a cyber arte, em particular entre os jovens e adolescentes que estão afinados nesse dilúvio da informação automática. Eles são atraídos pelas inovações da Cibercultura, em potencial quando se trata de 2-D (bidimensão) como em 3-D (tri dimensão). Essas novas tecnologias permitem navegar por matrizes digitais nas áreas como a Pintura, a Escultura, a Arquitetura, a Fotografia, o Design, o Vídeo (produção e edição), projetando-as no Hipertexto, na Realidade Virtual, nas Redes, na Animação Digital, entre muitas outras.

     Isso nos sugere um passeio virtual. Exemplo disso são os Museus Virtuais em terceira dimensão tudo para deixá-lo ainda mais inesquecível, pauta da nossa enquete. Diferente dos convencionais, que estão ali com seu espaço físico, e para visualizá-lo você precisaria de tempo e predisposição (perfil dos jovens), mais que não deixa de ser muito prazerosa sua visitação e de se fazer necessário sua existência.

     Já imaginou com alguns cliques, você adentra pelos museus do mundo afora? Ainda fica sabendo da cultura de cada país, cidade e um pouco mais sobre as redondezas de onde você possivelmente nunca irá pisar? Pois é bem mais fácil do que parece, Os Museus Virtuais vão se tornar acessivo pela nova geração de crianças e jovens, com criação de personagens, iluminação, animação, foto-realismo e texturização, afins com o universo virtual. 

 

 

 

 

 

 

 

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2 Respostas para “Arte e Cibercultura”

  1. Eugênio Furtado Diz:

    Senti falta de notícias sobre arte no ciberespaço… será que não está acontecendo nada lá fora (ou aqui dentro)?

  2. Eugênio Furtado Diz:

    A equipe poderia tecer um comentário sobre as imagens publicadas… seria interessante uma contextualização.

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