Dj FIL e a música eletrônica no Ceará

Por: Ana Paula de Oliveira

Dj Fil

A música eletrônica é a que melhor se encaixa no contexto da cibercultura. Sua sonoridade jamais poderia ser reproduzida sem o auxílio de computadores. Efeitos sintéticos, colagens e distorções criam melodias num espaço cibernético, intangível. Desta forma, nada mais natural para os DJs do que retratar esta realidade em suas composições.

Aqui no Ceará destaque para o Dj Fil e sua importante contribuição na implantação e divulgação do gênero Hard-techno no Estado. Fil iniciou sua carreira como DJ em 1999 como co-produtor e residente do Cidadão em Transe, primeiro projeto fixo dedicado a e-music underground em Fortaleza. O projeto foi um importante ponto aglutinador de uma cena até então embrionária. No ano de 2000 recebeu o convite para fazer parte do coletivo Undergroove (núcleo da aliança Pragatecno), passando a promover ao lado dos outros membros do grupo, uma série de ações que contribuíram bastante para o alavancamento da cena local. Foram mais de 30 festas produzidas, o lançamento do primeiro zine local dedicado a e-music (UGroove), a realização do primeiro seminário sobre música eletrônica e cibercultura de Fortaleza (Digitais: A Identidade da Música Contemporânea) e a criação do primeiro site cearense dedicado exclusivamente à música eletrônica

Durante o primeiro semestre de 2002, Fil foi co-produtor e residente do projeto Bohemia Eletrônica. No final do mesmo ano, em conjunto com outros membros do Undergroove, montou a primeira agência de DJs de Fortaleza. No ano seguinte, passou a trabalhar com o grupo em ações que visavam incentivar o amadurecimento conceitual e profissional da já consolidada cena local. Exemplos disso foram a realização da segunda edição do seminário Digitais e a produção de programas em FMs locais: Groove Station (2003) e Zona Eletrônica (2004 – 05). No ano de 2004, Fil (ao lado de sua namorada Juli) montou a produtora independente Juli&Fil, empenhando-se quase que integralmente a produção e residência do projeto bimestral Las Lenhas (dedicado exclusivamente ao Hard Techno). O projeto, por muitos considerado a melhor iniciativa da cena local no ano, foi responsável pela vinda de nomes como: Andreas Kremer (GER), Patrick DSP (CAN), Lukas (SP), Nitrosound (RJ) e TRB (SP). Fil vem se dedicando há pouco mais de 4 anos exclusivamente ao Hard Techno, sendo reconhecido como principal expoente do gênero na cidade.

Fonte: Pragatecno

Informações sobre o pragatecno e a cultura do dj, música eletrônica e cibercultura no norte nordeste acessar : Overmundo

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Música e Cibercultura

Artigo produzido pela equipe: Paulo Winz, Ana Paula Oliveira e Nayana Melo

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Desde o tempo quando surgiu o que hoje conhecemos por música que existe um encantamento natural por algum ritmo que faça o corpo todo mexer ou que faça refletir por uns instantes o que queria dizer aquela poesia musical ou animar um encontro com as pessoas que gostamos. Fato é que o ser humano está sempre com alguma música perto de si, seja com um rádio pronto para ser ligado em alguma FM, um cd com o artista preferido ou qualquer outro aparelho que possa tocar boa música.

Para acompanhar essa tendência, que todos aderimos, surgiram aparelhos cada vez mais sofisticados que permitem a qualquer hora e em qualquer ambiente escutar a sua seleção musical de preferência. Os players de música deram liberdade para qualquer pessoa escutar as músicas mais recentes do artista preferido, de novas bandas ou até mesmo de bandas antigas que não tinha acesso antes. Quem não sabe baixar músicas da internet hoje em dia? Se não sabe, tem alguém muito próximo que grava um cd com mais de 200 mp3s e está pronta a festa.

Esse formato de áudio, revolucionou profundamente a Indústria Musical em todos os seus perfis de estilos. Raramente alguém compra um disco caro na loja, todos querem ouvir sem pagar e o mais rápido possível. Esse novo hábito, abalou a indústria da música ao baixar o volume de vendas, diminuindo a lucratividade das gravadoras e levando sérios problemas a artistas que sempre esperaram uma chance de serem famosos mas os investimentos em novos talentos só diminuía.

Por esses motivos surgiu uma nova atitude para novas bandas: divulgar agenda, histórico e principalmente disponibilizar gratuitamente em seus próprios sites ou ambientes virtuais como blogs as músicas completas. Deu tão certo que hoje vemos diversos exemplos de bandas que conseguiram rodar o mundo inteiro fazendo shows apenas pela divulgação na internet.

Assim, com as vendas em baixa e vendo surgir diante do seu império concorrentes que só cresciam, a indústria da música tentou de todas as formas frear a troca de mp3 pela internet. Fracasso total. Essa indústria só vai conseguir ter lucros novamente quando conseguir unir-se à força da internet e das tecnologias móveis, como os players e celulares com suporte multimídia. Já existem alguns passos nesse sentido, onde músicas já estão incorporadas nesses dispositivos e não ache que é de graça, com certeza você está pagando por essas músicas.

Entre outras idéias estão o aumento das turnês, tendo em vista que elas representam cerca de 80% do faturamento de um cantor, o licenciamento de musicas para vídeo games onde lançamentos e também os jogos tradicionais estarão com novo repertorio alguns com mais de 200 musicas e previsão de grandes números nas vendas, a disponibilização de musicas nas redes sociais (como Orkut, myspace…), devido o crescente número de usuários essa é uma das principais apostas da indústria musical nelas serão aproveitados os relacionamentos já estabelecidos como forma de divulgação e de compra direta através desse site, onde também serão vendidos ingressos entre outros, lançamentos independes via online nos quais a própria banda produz e vende através da internet seus arquivos musicais, gravadoras virtuais como sellaband.com um site holandês que permite a divulgação de composições online em seu site e abre a possibilidade para que os fãs destas bandas possam apostar alguns dólares nessas e caso hajam 5.000 pagantes o site lança um disco e envia uma edição especial ao fã investidor, musicas no celular acordos entre gravadoras, fabricantes e operadoras de celulares  garantem que as musicas sejam embutidas nos aparelhos esse modelo de distribuição detem 76% do mercado de downloads no Brasil, a Nokia acaba de lançar no aparelho Nokia 5800 Comes With Music um serviço de downloads gratuito e ilimitado de musicas, o aparelho dá acesso a um acervo de mais de 3,6 milhões de músicas, disponibilizadas graças a um acordo entre a fabricante com as quatro grandes gravadoras – Sony, EMI, Universal e Warner os usuários do aparelho terão 12 meses de download liberado. Após este período, será necessário pagar por cada música baixada ou comprar um novo aparelho para ter direito, novamente, a um ano de downloads ilimitados. As músicas só podem ser baixadas para o próprio celular e para um computador pré-registrado.

Uma das vertentes da música que tem conseguido crescer dentro desses modelos de negócios exigidos pela cibercultura é a música eletrônica eletrônica. Podemos ver exemplos de cearenses que produzem música de qualidade e conseguem divulgar seus trabalhos.

Aqui no Ceará destaque para o Dj Fil e sua importante contribuição na implantação e divulgação do gênero Hard-techno no Estado. Efeitos sintéticos, colagens e distorções criam melodias num espaço cibernético, intangível. Desta forma, nada mais natural para os DJs do que retratar esta realidade em suas composições.

Fil iniciou sua carreira como DJ em 1999 como co-produtor e residente do Cidadão em Transe, primeiro projeto fixo dedicado a e-music underground em Fortaleza. O projeto foi um importante ponto aglutinador de uma cena até então embrionária.

No ano de 2000 recebeu o convite para fazer parte do coletivo Undergroove (núcleo da aliança Pragatecno), passando a promover ao lado dos outros membros do grupo, uma série de ações que contribuíram bastante para o alavancamento da cena local. Foram mais de 30 festas produzidas, o lançamento do primeiro zine local dedicado a e-music (UGroove), a realização do primeiro seminário sobre música eletrônica e cibercultura de Fortaleza (Digitais: A Identidade da Música Contemporânea) e a criação do primeiro site cearense dedicado exclusivamente à música eletrônica.

Durante o primeiro semestre de 2002, Fil foi co-produtor e residente do projeto Bohemia Eletrônica. No final do mesmo ano, em conjunto com outros membros do Undergroove, montou a primeira agência de DJs de Fortaleza. No ano seguinte, passou a trabalhar com o grupo em ações que visavam incentivar o amadurecimento conceitual e profissional da já consolidada cena local. Exemplos disso foram a realização da segunda edição do seminário Desde o tempo quando surgiu o que hoje conhecemos por música que existe um encantamento natural por algum ritmo que faça o corpo todo mexer ou que faça refletir por uns instantes o que queria dizer aquela poesia musical ou animar um encontro com as pessoas que gostamos. Fato é que o ser humano está sempre com alguma música perto de si, seja com um rádio pronto para ser ligado em alguma FM, um cd com o artista preferido ou qualquer outro aparelho que possa tocar boa música.

Para acompanhar essa tendência, que todos aderimos, surgiram aparelhos cada vez mais sofisticados que permitem a qualquer hora e em qualquer ambiente escutar a sua seleção musical de preferência. Os players de música deram liberdade para qualquer pessoa escutar as músicas mais recentes do artista preferido, de novas bandas ou até mesmo de bandas antigas que não tinha acesso antes. Quem não sabe baixar músicas da internet hoje em dia? Se não sabe, tem alguém muito próximo que grava um cd com mais de 200 mp3s e está pronta a festa.

Esse formato de áudio, revolucionou profundamente a Indústria Musical em todos os seus perfis de estilos. Raramente alguém compra um disco caro na loja, todos querem ouvir sem pagar e o mais rápido possível. Esse novo hábito, abalou a indústria da música ao baixar o volume de vendas, diminuindo a lucratividade das gravadoras e levando sérios problemas a artistas que sempre esperaram uma chance de serem famosos mas os investimentos em novos talentos só diminuía.

Por esses motivos surgiu uma nova atitude para novas bandas: divulgar agenda, histórico e principalmente disponibilizar gratuitamente em seus próprios sites ou ambientes virtuais como blogs as músicas completas. Deu tão certo que hoje vemos diversos exemplos de bandas que conseguiram rodar o mundo inteiro fazendo shows apenas pela divulgação na internet.

Assim, com as vendas em baixa e vendo surgir diante do seu império concorrentes que só cresciam, a indústria da música tentou de todas as formas frear a troca de mp3 pela internet. Fracasso total. Essa indústria só vai conseguir ter lucros novamente quando conseguir unir-se à força da internet e das tecnologias móveis, como os players e celulares com suporte multimídia. Já existem alguns passos nesse sentido, onde músicas já estão incorporadas nesses dispositivos e não ache que é de graça, com certeza você está pagando por essas músicas.

Entre outras idéias estão o aumento das turnês, tendo em vista que elas representam cerca de 80% do faturamento de um cantor, o licenciamento de musicas para vídeo games onde lançamentos e também os jogos tradicionais estarão com novo repertorio alguns com mais de 200 musicas e previsão de grandes números nas vendas, a disponibilização de musicas nas redes sociais (como Orkut, myspace…), devido o crescente número de usuários essa é uma das principais apostas da indústria musical nelas serão aproveitados os relacionamentos já estabelecidos como forma de divulgação e de compra direta através desse site, onde também serão vendidos ingressos entre outros, lançamentos independes via online nos quais a própria banda produz e vende através da internet seus arquivos musicais, gravadoras virtuais como sellaband.com um site holandês que permite a divulgação de composições online em seu site e abre a possibilidade para que os fãs destas bandas possam apostar alguns dólares nessas e caso hajam 5.000 pagantes o site lança um disco e envia uma edição especial ao fã investidor, musicas no celular acordos entre gravadoras, fabricantes e operadoras de celulares  garantem que as musicas sejam embutidas nos aparelhos esse modelo de distribuição detem 76% do mercado de downloads no Brasil, a Nokia acaba de lançar no aparelho Nokia 5800 Comes With Music um serviço de downloads gratuito e ilimitado de musicas, o aparelho dá acesso a um acervo de mais de 3,6 milhões de músicas, disponibilizadas graças a um acordo entre a fabricante com as quatro grandes gravadoras – Sony, EMI, Universal e Warner os usuários do aparelho terão 12 meses de download liberado. Após este período, será necessário pagar por cada música baixada ou comprar um novo aparelho para ter direito, novamente, a um ano de downloads ilimitados. As músicas só podem ser baixadas para o próprio celular e para um computador pré-registrado.

Uma das vertentes da música que tem conseguido crescer dentro desses modelos de negócios exigidos pela cibercultura é a música eletrônica eletrônica. Podemos ver exemplos de cearenses que produzem música de qualidade e conseguem divulgar seus trabalhos.

Aqui no Ceará destaque para o Dj Fil e sua importante contribuição na implantação e divulgação do gênero Hard-techno no Estado. Efeitos sintéticos, colagens e distorções criam melodias num espaço cibernético, intangível. Desta forma, nada mais natural para os DJs do que retratar esta realidade em suas composições.

Fil iniciou sua carreira como DJ em 1999 como co-produtor e residente do Cidadão em Transe, primeiro projeto fixo dedicado a e-music underground em Fortaleza. O projeto foi um importante ponto aglutinador de uma cena até então embrionária.

No ano de 2000 recebeu o convite para fazer parte do coletivo Undergroove (núcleo da aliança Pragatecno), passando a promover ao lado dos outros membros do grupo, uma série de ações que contribuíram bastante para o alavancamento da cena local. Foram mais de 30 festas produzidas, o lançamento do primeiro zine local dedicado a e-music (UGroove), a realização do primeiro seminário sobre música eletrônica e cibercultura de Fortaleza (Digitais: A Identidade da Música Contemporânea) e a criação do primeiro site cearense dedicado exclusivamente à música eletrônica.

Durante o primeiro semestre de 2002, Fil foi co-produtor e residente do projeto Bohemia Eletrônica. No final do mesmo ano, em conjunto com outros membros do Undergroove, montou a primeira agência de DJs de Fortaleza. No ano seguinte, passou a trabalhar com o grupo em ações que visavam incentivar o amadurecimento conceitual e profissional da já consolidada cena local. Exemplos disso foram a realização da segunda edição do seminário Digitais e a produção de programas em FMs locais: Groove Station (2003) e Zona Eletrônica (2004 – 05).

No ano de 2004, Fil (ao lado de sua namorada Juli) montou a produtora independente Juli&Fil, empenhando-se quase que integralmente a produção e residência do projeto bimestral Las Lenhas (dedicado exclusivamente ao Hard Techno). O projeto, por muitos considerado a melhor iniciativa da cena local no ano, foi responsável pela vinda de nomes como: Andreas Kremer (GER), Patrick DSP (CAN), Lukas (SP), Nitrosound (RJ) e TRB (SP).

Fil vem se dedicando há pouco mais de 4 anos exclusivamente ao Hard Techno, sendo reconhecido como principal expoente do gênero na cidade.

Assim podemos ver que essa readequação aos espaços cibernéticos tem sido conquistada, a principio pelos artistas independentes e agora cada vez mais pela grande indústria da música, apostando em novos nomes e tentando levar bandas e cantores já consagrados ao negócio feito na grande rede.

Vemos também que as ações dessa indústria têm extrapolado o ambiente virtual gerando ações, negócios, lucratividade e cultura em espaços na nossa realidade física. Pessoas mudaram seus hábitos de consumidores e outros como produtores. Importante é perceber que estes novos comportamentos influenciam nossos dias e precisamos estar atualizados para acompanhar essas tendências.

2 Respostas para “Música e Cibercultura”

  1. Eugênio Furtado Diz:

    Dois ditos que dão o que pensar:
    1o. “Tá na rede é de graça” e
    2o. “O trabalhador merece o seu sustento (bíblico)”.

    Aqueles que vivem de música deverão usar de criatividade redobrada para sobreviver no ciberespaço.

    Bom material! Parabéns

  2. Ana Paula Diz:

    Obrigada professor, abraços pra equipe!!!

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